domingo, 14 de setembro de 2014

Sobre "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen

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Sinopse:

"Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu." (skoob.com.br)
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Orgulho e Preconceito de Jane Austen é uma das mais famosas, senão a mais famosa, entre suas obras. Seu primeiro título foi First Impressions, que mais tarde foi mudado para o atual. A obra foi publicada em 1813.

A história se passa no século XIX e retrata a sociedade da época e seus aspectos culturais, educacionais, morais, além da questão do casamento, que pra mim é o tema central da história.

A história é contada do ponto de vista de Elizabeth Bennet. Ela é a personagem principal junto com Mr. Darcy. Os dois se conhecem durante um baile em uma das tantas reuniões da sociedade e logo no começo da história ela não gosta dele, pois ele a rejeita, e o acha arrogante e orgulhoso. A partir daí a história começa a se desenrolar entre os dois, e o leitor começa a entender o título do livro.
Mr. Darcy é amigo de Mr. Bingley, um cavalheiro muito simpático e agradável que aluga uma propriedade perto da dos Bennet, e que mais tarde, acaba desenvolvendo um relacionamento com uma das irmãs de Elizabeth.
Elizabeth possui mais três irmãs além de Jane: Mary, Kitty e Lydia. Todas as irmãs são solteiras, o que tira o sono da mãe, Mrs. Bennet que tem o sonho de vê-las todas casadas. E nem tanto assim do tranquilo Mr. Bennet, pai das meninas. Pra mim, Mr. Bennet quer vê-las felizes e não parece se preocupar tanto com os casamentos.
Resumindo, a história gira em torno das irmãs Bennet e dos seus relacionamentos com os possíveis pretendentes. É abordada a questão do casamento e consequentemente, do dote (quantia que é dada pelo pai da noiva para o noivo). É abordada também a questão da educação, das boas maneiras, da cultura, da relação entre os membros da comunidade... etc.  

Orgulho e Preconceito é um romance no sentido romântico da palavra, mas não é apenas isso. Esse não é o foco da história. Eu achei que apenas o final do livro é realmente romântico nesse sentido. O restante da história gira em torno da sociedade e dos relacionamentos entre as pessoas e entre as pessoas e outros aspectos que já citei, como educação e cultura. Um exemplo disso é quando ocorre algo na família dos Bennet, com uma das filhas, e aquilo, apesar de dizer respeito somente à família, acaba vazando e a comunidade fica sabendo. Sendo isso algo grave, a comunidade julga a família Bennet. E quando a situação é remediada essa mesma comunidade que julgou, acaba parabenizando a família e tudo volta a ser como antes.
Confesso que quando estava quase no meio do livro, comecei a ficar desesperada por não saber o que esperar, por não saber quando a história iria desenrolar e quando algo de significativo iria acontecer. Mas quando terminei percebi que gostei bastante da história. Principalmente do final! O final, como já disse, é a parte mais romântica e, na minha opinião, a mais bonita do livro.


A escrita da autora é muito gostosa e apesar de ser um clássico não é um livro difícil. Gostei também de algumas personagens como a Elizabeth e a Jane. São as minhas preferidas! Achei linda a relação delas além da personalidade das suas. Elas, além de irmãs, são muito amigas e confidentes. Adorava ler os diálogos delas. Elizabeth e Jane são personagens, inteligentes, bondosas, queridas e inspiradoras. 

Citações:

“E é preciso que aprenda um pouco da minha filosofia. Lembre-se apenas daquilo que lhe causa prazer.”

“ Quanto melhor eu conheço o mundo, menos ele me satisfaz.”

“Um plano perfeito nunca pode ser realizado.”

“Coronel Fitzwilliam dera a entender claramente que não tinha nenhuma intenção em relação a ela e, embora fosse um homem agradável, Elizabeth não estava disposta a ficar triste por sua causa.”

“Consolava-se atualmente com o prazer de antecipar futuras felicidades.”

“Muitas vezes é apenhas a nossa vaidade que nos engana. As mulheres sobre-estimam facilmente a admiração dos homens.”

“Nada tenho que esperar ou que temer.”

“O casamento sempre fora o seu maior desejo; era a única posição tolerável para uma moça bem-educada, de pouca fortuna. E por mais incertas que fossem as perspectivas de felicidade, era ainda a forma mais agradável de ficar ao abrigo da necessidade. Esta proteção, agora a obtivera. Tinha 27 anos e jamais fora bela. Sabia portanto que tivera sorte.” – Visão do casamento na época (séc XIX na Inglaterra)

E é por essas e outras que eu deixo vocês com essa última imagem/mensagem:

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Beijo grande!


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