sábado, 28 de setembro de 2013

Resenha: Pollyanna de Eleanor H. Porter

Título: Pollyanna
Autor: Eleanor H. Porter
Editora: Meu livro é e-book, mas a 1ª edição do livro é da Companhia Editora Nacional
Páginas: 103
Gênero: Romance Infanto-Juvenil


Comecei a leitura de Pollyanna há muito tempo atrás. Se não me engano, estava no ensino médio e peguei este livro emprestado na biblioteca da escola. Não me recordo bem o porquê, mas não terminei de lê-lo mas nunca o esqueci.
Ainda não comprei o livro, mas o baixei da internet e ontem, finalmente, consegui terminá-lo! E devo dizer que fico muito feliz de tê-lo feito porque o livro é lindo!
Pollyanna é uma garotinha de 11 anos que ao perder o pai se vê sozinha no mundo e acaba indo para a casa de sua única parente, a Tia Polly, irmã de sua falecida mãe. Apesar da situação triste em que Pollyanna se encontra, ela é uma garota feliz, falante e que joga o tal do “jogo do contente” com o qual acaba conquistando muita gente. O jogo consiste em transformar as situações não tão felizes em coisas boas e ficar contente com isso. Quando chega na casa de sua tia, Pollyanna logo conquista a criada Nancy e o velho Tom, que cuida do jardim, mas Tia Polly, dá trabalho à menina. Tia Polly é daquelas mulheres que só pensa no dever, não sorri nunca e parece que está sempre mau-humorada. Pollyanna ensina o “jogo do contente” a todos, menos a Tia Polly que se nega a ouvir falar do pai da menina (quem ensinou o jogo a ela). Será que no fim da história Pollyanna consegue conquistar até sua tia?
Este livro é considerado um clássico da literatura infanto-juvenil e foi publicado em 1913. Não é à toa que tem todo este prestígio. Ele é uma leitura leve, que flui facilmente e é de uma delicadeza incrível! Eleanor H. Porter realmente soube como tecer a narrativa de forma que não cansasse o leitor e o encantasse a cada capítulo.
Quanto mais você conhece Pollyanna mais você se apaixona por ela e pelo o que ela faz pelas pessoas. O jeito dela é fácil de imaginar. Imagine você uma menininha loira, sardenta, que sorri o tempo todo. É tagarela, esperta e inocente, e que contagia quem quer que seja com a sua alegria. É fácil se apegar a uma personagem assim. Eu me peguei, no meio da leitura, querendo que a menina realmente existisse para que fosse possível conhecê-la!
Outros personagens cativantes são a Nancy e o Tom. Por serem pessoas boas e simples que estão sempre presentes e dispostos a ajudar Pollyanna.
O livro é curto, são 32 capítulos, mas todos de 2 há 4 páginas. Todos eles possuem títulos, o que eu gosto muito, não sei dizer bem o porquê. Talvez porque eles dêem uma pequena expectativa do que vai acontecer no capitulo sem revelar demais, o que atiça a nossa curiosidade.
E, por fim, o que acho mais bonito é o que fica da leitura de Pollyanna. Na minha opinião todos deveriam ler este livro porque ele passa a mensagem de que nós devemos sempre nos esforçar para sermos felizes, transformar situações ruins em pensamentos bons. Devemos ser como a personagem principal que, além de jogar o jogo do contente, passa-o para todas as pessoas ao seu redor tornando-as felizes também. Não interessa se nós conhecemos as pessoas ou não. Neste caso, quanto mais melhor! Pollyanna passa para o leitor essa vontade e virtude de fazer outras pessoas felizes e ser feliz por esse mesmo motivo.

Curiosidades!

  • Em 1915, dois anos depois da publicação de Pollyanna, foi lançado a continuação dele, intitulado aqui no Brasil de Pollyanna Moça.
  •  Em 1960 foi lançado o filme Pollyanna


Encontrei no youtube o filme completo e dublado para quem quiser assistí-lo. Eu ainda não assisti, mas espero fazê-lo em breve!

Obs: O filme está dividido em partes. Este link corresponde à primeira parte. Para assistir as outras partes é só ir até o youtube que ao lado do vídeo há a lista das outras partes.


Trechos da Obra

“Lógico, eu respiro durante o tempo em que eu estiver fazendo estas coisas, tia Polly, mas não estarei vivendo. Também se respira enquanto se dorme, mas não estamos vivendo.
Quero dizer, fazendo as coisas que eu gosto de fazer: brincar ao ar livre, ler para mim
mesma, falar com Mr. Tom no jardim e com a Nancy, conhecer todas as casas e as pessoas que vivem nas lindas ruas por onde passei ontem. É isto que eu chamo de viver, tia Polly. Só respirar não é viver!”
“Não houve resposta. Miss Polly seguia na frente. Ela, para dizer a verdade, estava se
sentindo curiosamente impotente. Pela terceira vez desde a chegada de Pollyanna, Miss
“– Sim. A senhora sabe, se alguma vez tivesse ficado louca de alegria, teria batido mil
Polly estava castigando a sobrinha. E, pela terceira vez, estava sendo confrontada pelo fato de que a sua punição havia se transformado numa recompensa preciosa. Não é de se admirar a razão pela qual Miss Polly sentia-se tão impotente.”
portas. Se não bateu nenhuma, é porque nunca ficou realmente contente. Quem sente uma grande alegria não pode deixar de bater todas as portas. Por isso fico com pena que a
– Oh, estou tão contente –
senhora nunca tenha ficado contente com nada!” “Pollyanna bateu palmas. exclamou. E o seu rosto iluminou-se. – Já descobri uma coisa para estar contente, tia Polly. Eu estou contente por ter tido as minhas pernas. Se não as tivesse tido, nunca poderia ter feito tudo isto!”

  







8 comentários:

  1. Eu não conhecia o livro, mas a sua resenha me despertou um grande interesse por ele. Eu confesso que não costumo ler clássicos, mas os poucos que eu li me agradaram bastante, quem sabe eu vou gostar de Pollyana também. Beijos flor.

    www.doceabril.com.br

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    1. Fico feliz em saber que gostou da resenha! Olha, vale mesmo a pena ler, viu! Acho que vc vai gostar sim se der uma chance. :)
      Obrigada pela presença! Bjo!

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  2. Olá Vanessa! Adorei sua resenha. Nunca li Pollyanna, mas já ouvi falar muito nessa mensagem especial de superação que o livro passa. Verei se assisto o filme e depois procuro o livro na internet mesmo como você fez.
    Beijos!
    Paloma Viricio-Jornalismo na Alma.
    P.s.: Desculpe a demora em responder...estou em época de provas e meio sem tempo!^^

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    1. Oi, Paloma! Fico feliz que tenha gostado e que tbm tenha ficado interessada. O jogo do contente é bem falado por aí realmente...e vale muito a pena conhecer! Ah procure sim...vc vai adorar...eu quase chorei no final do livro! hahaha *-*
      Obrigada pela visita! Bjs!

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  3. Oi tudo bom? vim te dizer que eu te indiquei a um selinho!
    http://paginasecapitulos.blogspot.com.br/2013/10/selo-versatile-blogger-award.html

    Beijos!

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  4. Cheguei ao seu blog e fiquei entusiasmado, pois foi feito com muita graça, e com muito entusiasmo.
    Gostei do que vi e li, e achei um blog fantástico, onde se aprende muito.
    Sou António Batalha, do blog Peregrino E Servo, se me der a honra de o visitar ficarei grato.
    PS. Se desejar faça parte dos meus amigos virtuais,decerto que irei retribuir,
    seguindo e divulgando seu blog.
    Desejo-lhe muita saúde muita paz e grande felicidade, e também um Feliz-Natal.

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  5. faltou falar o fato que ele fica paralitica mas e curada fikdik

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